Introdução
Embora Napoleão tivesse sido um homem do seu
tempo, imbuído do Zeitgeist
revolucionário, vislumbra-se nele o homem patológico que nem sempre procurava
soluções racionais e inteligentes, que melhor o beneficiassem a si e aos
outros. São evidentes as irracionalidades de algumas das suas estratégias com
as quais causou dano e sofrimento a terceiros e ainda assim sofreu prejuízos,
aproximando-se daquela personagem que Cipolla descreve como a mais perigosa que
existe[1].
Procurei na literatura a defesa da tese do
Napoleão patológico, mas nada mais encontrei que o “complexo de Napoleão”[2], o
que pouco significa, per se, pelo que
adiante irei estabelecer um perfil psicológico e comportamental de Napoleão, no
contexto do seu tempo. Procurarei também demonstrar, em termos genéricos, a
inexistência de racionalidade no seu percurso, no seu processo de tomada de
decisão e tampouco qualquer grande estratégia que não fosse a da sua
desmesurada ambição e narcisismo, o que não diminui a dimensão do homem como revolucionário,
militar e estratega da arte da guerra, onde refinou a “guerra total” da
mobilização geral das populações para lutas apocalípticas (batalhas decisivas)
entre heróicos cidadãos livres e miseráveis escravos[3],
revolucionou o uso da artilharia, da mobilidade e da concentração de forças nos
pontos decisivos e vulnerabilidades dos adversários[4].
A Irracionalidade em Napoleão
A existir uma “Grande Estratégia Napoleónica” para
domínio da Europa algumas circunstâncias deveriam ter-se verificado,
nomeadamente:
·
Supremacia
militar;
·
Gestão
criteriosa de alianças;
·
Consolidação
sistemática do realizado;
·
Gestão e
economia do esforço de guerra;
·
Afeição das
populações conquistadas.
Apenas constatamos a primeira. A gestão coerente
de alianças não existiu. A consolidação? Foi uma sobre extensão de territórios
a controlar[5]. A gestão dos recursos assentou
na pilhagem dos territórios ocupados, transformou a libertação dos povos em
conquista e saque[6], o que não viabilizou o
apoio dessas populações[7].
Se olharmos para Inglaterra, aí sim encontramos
uma Grande Estratégia:
·
Conter a
expansão francesa;
·
Manter a
supremacia naval;
·
Controlar
rotas de comércio e colónias;
·
Poupar
recursos, humanos e financeiros, e subsidiar a terceiros o esforço de guerra
continental.
A Inglaterra teve fortuna e engenho para evitar em Trafalgar[8] o
que aconteceu aos prussianos em Jena, aos austríacos em Austerlitz[9] e
aos franceses em Leibniz, e ainda a vantagem de lutar com um opositor que
sempre fez uma medíocre gestão de aliados e garantiu o antagonismo de todos os
outros estados e povos europeus[10],
senão vejamos: A Rússia que nunca morreu de amores pela Inglaterra, sempre se
viu constrangida a alinhar com eles. Não alavancou o seu casamento austríaco
nem aproveitou a circunstância de Metternich pretender assegurar equilíbrio
entre Rússia e França[11].
Antes de Leipzig teria sido possível obter uma paz honrosa[12].
A débacle ibérica foi resultado da
política torcionária de querer impor suseranias e libertar quem não queria ser
libertado.
Observemos o contra-senso megalómano da campanha do Egipto[13]: I was full of dreams...I saw
myself founding a religion, marching into Asia, riding a elephant, a turban in
my head, and in my hand the new Koran that I would have composed to suit my
needs[14],
para aí fundar uma nova colónia, partir à conquista da Índia e uma vez lá
atacar os ingleses. Esta gloriosa e
absurda aventura numa região com despiciendo valor estratégico como colónia ou
base militar[15], custou dezenas de
milhares de vidas francesas e ainda mais muçulmanas, teve o seu trágico fim na
rendição de Menou aos turcos e ingleses. A campanha não teve racionalidade
estratégica e sim, apenas, uma conveniência política – a glória do seu mentor[16] –
que sempre perseguiu uma estratégia de poder pessoal, utilizando o interesse
nacional da defesa da revolução, ao serviço de uma ambição, tão grande, que não
cabia nas fronteiras do sistema de estados europeu[17].
Por várias ocasiões, a Áustria e a Prússia não desejaram
a guerra e quando se envolveram nem sempre foi a apregoada cruzada
contra-revolucionária[18].
Quando do assassínio do Duque d’Enghien[19] (depuis l’assassinat du duc il y a un martyr
de plus dans le ciel, un héros de moins sur la terre)[20], sim,
gerou-se a consternação geral das coroas, à qual Napoleão respondeu com a inconveniente
proclamação da França Império hereditário, hostilizando os Romanov e Habsburgo[21], imperadores
de facto e de jure.
A generalidade das nações debateu-se com as
sequelas das derrotas das coligações, enfrentando problemas de solvência e todas,
excetuando a Inglaterra, sempre estiveram disponíveis para negociar e manter a
paz[22]. No
contexto de 1803, Napoleão segue o único rumo capaz de desestabilizar a
neutralidade a Leste do Reno – quebra o acordo de Lunéville com o
Sacro-Império, intervém na guerra civil suíça, ocupa o Hanôver e a Apúlia. Em
1806 depois de derrotar a Rússia e tomar Berlim, momento em que poderia ter
ajustado a Europa à ambição francesa, deita tudo a perder[23],
com o Bloqueio Continental, e a nomeação de José rei de Espanha[24]. Em
1807 depois de vencida a Quarta Coligação, Napoleão, no apogeu do seu poder e
prestígio, teve uma excelente oportunidade de consolidar o império e a dinastia[25].
Não o fez. Quando da invasão da Rússia e da “guerra da Sexta Coligação” as suas
decisões foram tão irracionais que só podem ser explicadas por apostar tudo numa
última jogada de suprema glória e mestria...e Napoleão nunca percebeu o que era
impossível[26], porque impossível é uma palavra que só se encontra
no dicionário dos idiotas[27] (Napoleão dixit), que o levou à incansável perseguição
da glória. E uma estratégia patológica para a glória passa por lutar, sempre,
até à vitória final.
A
Hipótese Patológica
Para avaliarmos esta hipótese evidenciarei os
comportamentos estruturantes da sua personalidade confrontados com a aderente
sintomatologia patológica[28].
Obsessão
Escreveu a seu irmão: só há uma coisa a fazer neste mundo que é continuar a obter dinheiro e
mais dinheiro, poder e mais poder[29].
Endereçai
ao meu gabinete todos os jornais e tudo o que é publicado no reino[31].
Assistiu
a nada menos que 374 peças de teatro, sendo que repetia algumas das
apresentações, de forma que foi ao teatro 682 vezes enquanto esteve no poder,
mais que uma vez por semana[32].
Violência
patológica
Ainda jovem, no
recreio era um terror[33]
Os massacres que ordenou no Próximo Oriente e na
Europa[35].
Tinha uma
personalidade destrutiva.
Nas
reuniões do Conselho estava de faca em riste e cortava pedaços de madeira das
cadeiras.
Lançava
tinta para os papeis do despacho e amassava-os antes de os atirar para o chão.
Qualquer
peça de porcelana que pegasse destruía.
Se
acariciava uma criança fazia-o com tal brutalidade que ela acabava a chorar.
Atirava
objectos pela janela.
Ceifava
as plantas dos jardins[38].
Era de
uma violência sistemática, por onde passava puxava narizes e torcia orelhas e
apertava pescoços.
Irritado,
atirava as mesas pelo ar.
Era um
homem capaz de tudo para satisfazer os seus desejos...e o mais pequeno
obstáculo enraivecia-o e era capaz de tudo para o ultrapassar[41].
Hiperactividade
Tinha
dificuldade em manter-se sossegado, quando teve de posar para as pinturas
oficiais a mulher teve de se sentar junto a ele e segurar-lhe os joelhos porque
as pernas lhe tremiam incessantemente[44].
Tinha uma
natureza febril. Estava constantemente com novos planos, esquemas e sonhos[45].
Queria
sempre resultados imediatos.[46]
Fuga à
realidade – Falsidade
Narcisismo
No exílio: O
meu Código Civil e os processos verbais do Conselho de estado viverão
eternamente[52].
Não era
ligado à família e se os promovia era por vaidade pessoal[53].
Desdobramento
de personalidade
Comportamento
anti-social
Nunca
teve verdadeiros amigos[55].
Insensibilidade
Constatamos, portanto, um Napoleão com todos os
traços de personalidade psicopata[59], descrito no DSM-IV como Transtorno
de Personalidade Anti-social[60], com hiperactividade extrema[61]
ou, por isso mesmo, no mínimo, maníaco[62],
que justificam decisões menos racionais e humanas, que não põem em causa nem o
génio nem a coragem.[63]
Conclusão
A tese do “filho da revolução” edificador de uma
nova Europa à luz dos ideais de 89, enfim de um Napoleão feroz antagonista do ancien régime que, naquela sociedade ainda
brutal, teria de ser temido e vencedor se queria instaurar essa nova ordem
europeia, qual “grande estratégia” de largo alcance não é evidente na análise
psicológica que se faz de Napoleão. Esta análise conduz-nos outrossim à tese
desse mesmo Napoleão feroz e rapace pretender a guerra na Europa, a qualquer
preço, não estando aberto nem disposto a qualquer negociação capaz de a evitar.
Como vimos, o que se detecta da análise é a grande
falta de racionalidade e um conjunto de erros decisionais mitigados por uma
grande capacidade estratégica militar aliada a um conjunto de traços
comportamentais que reforçavam as qualidades marciais. Não lhe vislumbro uma
“Grande Estratégia” produto consciente de uma reflexão e a que lhe possam atribuir
é uma retrospectiva póstuma dos admiradores[64].
Também não lhe atribuo a envergadura de um Bismark, Metternich ou Churchill, apesar
de militarmente o equiparar a Aníbal, Alexandre e Alcibíades. Em suma, apenas utilizou
a segunda parte[65] de uma das recomendações
de Sun Tzu[66] e deveria ter cultivado
aquela que diz depender a invencibilidade de nós próprios, isto é, da defesa.
Do cruzamento dos seus traços comportamentais, com
a sintomatologia dos transtornos de personalidade e distúrbio mentais,
retirados do DSM-IV Source Book[67],
resulta uma personalidade psicopata ou maníaca[68].
Esses traços comportamentais que tanto o ajudaram nas suas batalhas e que o
tornaram capaz de singrar no quadro revolucionário da época e conduzir a nação
a excessos que foram a sua perdição, mas também uma significativa mudança para
a Europa.
P. M. Santos Pereira
4 de Junho 2012
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Widiger, Thomas et all, DSM-IV Source Book (Arlington: American Psychiatric Association,
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|
ANEXOS
Transtorno
de Personalidade Narcisista
|
|
Definição
|
Sintomas
|
Distúrbio de personalidade em que o sujeito por necessidade de admiração
e aprovação de outras pessoas promove a constituição de uma imagem de si
unificada, perfeita, cumprida e inteira.
|
Grandiosidade
Megalomania
Auto-erotismo
Egoísmo
Convicção de tudo saber
|
Mania
|
|
Definição
|
Sintomas
|
Distúrbio mental caracterizado pela alteração do pensamento, com
alterações comportamentais dirigidas a ideias fixas e com síndrome de quadro psicótico.
|
Euforia
Energia física e mental exacerbada
Redução da necessidade de sono
Pensamento acelerado com fuga de ideias
Irritabilidade
Impaciência
Agressividade e violência
Sexualidade exacerbada
Megalomania
Impulsividade
|
Personalidade
Psicopática ou Sociopatia
|
|
Definição
|
Sintomas
|
Transtorno de
Personalidade Antissocial de forte traço narcisista, caracterizado por
um desvio de carácter, ausência de sentimentos e perversão em que os sujeitos
carecem de superego.
Nasce-se e morre-se psicopata.
Não existe nenhum tratamento eficaz, nem psiquiátrico nem medicamentoso
para tratar a psicopatia.
|
Encanto superficial
Mentiras sistemáticas
Ausência de sentimentos genuínos
Ausência de consciência moral
Frieza
Insensibilidade aos sentimentos alheios
Manipulação
Egocentrismo
Ausência de remorso e culpa e incorrigibilidade
Megalomania
Egoísmo
Se trabalham é só para conseguir dinheiro e poder
Dificuldades de se integrarem em grupo
Impulsividade
Teimosia
Teatralidade
Violência e crueldade.
|
Hipomania
|
|
Definição
|
Sintomas
|
Alteração de humor semelhante à mania mas de menor intensidade em que
normalmente a necessidade de sono diminui e a libido aumenta
|
Auto-estima elevada
Megalomania
Necessidade de pouco sono
Compulsão para falar demais
Fuga de ideias
Agitação psicomotora.
|
Transtorno
de Personalidade Histriónica
|
|
Definição
|
Sintomas
|
Transtorno de personalidade caracterizado por um padrão de emocionalidade
excessiva e necessidade de chamar para si as atenções e aprovação.
|
Comportamento exibicionista
Busca constante de apoio e aprovação
Dramatização excessiva
Orgulho da própria personalidade
Comportamento sedutor inapropriado
Necessidade de ser o centro das atenções
Inconstância dos estados emocionais
Decisões precipitadas
|
Transtorno
Obsessivo-Compulsivo
|
|
Definição
|
Sintomas
|
É um transtorno de ansiedade caracterizado por comportamentos
considerados estranhos para a sociedade ou a própria pessoa
|
Manias e rituais incontroláveis
Ideias exageradas e irracionais de:
Saúde
Higiene
Organização
Simetria
Perfeição
|
[1] Cipolla, Carlo, Allegro ma non troppo, p. 85
[2] Postula que os indivíduos de baixa estatura, por complexo de inferioridade,
são mais agressivos que os restantes, para assim poderem dominar aqueles mais
altos que eles. Está hoje demonstrado que esta asserção não é verdadeira e
portanto o complexo de Napoleão não é reconhecido como patologia, embora o seja
o “Complexo de Inferioridade”.
[3] Bell, David, The First Total War, pp. 138
[4] Heuser, Beatrice, The
Evolution of strategy, pp. 105
[5] Kennedy, Paul, Ascensão e Queda das
Grandes Potências, Vol.1 (Mem Martins : Publicações Europa-América,
1988), pp. 169
[6] Ascensão e Queda das Grandes Potências, op. cit
pp. 156
[7] Mas em França era idolatrado e
plebiscitado. Na votação para o seu consulado perpétuo obteve a favor 3,5
milhões de votos e contra apenas 8.347, in Napoleon’s Wars, op. cit pp. 126.
[8] Por demérito de Villeneuve.
[9] Mahan, A. T., The Influence
of Sea Power upon History 1660-1783 (New York: Dover, 1987), pp. 47
[10] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 178
[11] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 504-505
[12] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 513
[14] The First Total War, op. cit pp. 212
[15] Potencial económico e recursos reduzidos, afastada das rotas da Índia que à
época ainda navegavam a Rota do Cabo
[16] The First Total War, op. cit pp. 210-211
[17] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 70
[18] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 45
[19] O último dos Condé
[20] Tolstoy, Leo , War and Peace, pp. 31, o que despoletou
um espírito de cruzada das potências, encabeçado por Gustavo IV da Suécia, in
Napoleon’s Wars, op. cit pp. 200
[21] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 200
[22] Em 1803 a Áustria exausta e sem recursos (in Napoleon’s Wars, op. cit pp.
178) estava ambivalente quanto a guerrear e a Prússia, empenhada em obter o
apoio francês (in Napoleon’s Wars, op. cit pp. 189), declinara a sua
participação (in Napoleon’s Wars, op. cit pp. 83), entretanto a Rússia estava
pouco inclinada a envolver-se sem que a Áustria se envolvesse primeiro (in Napoleon’s
Wars, op. cit pp. 183-184).
[23] Bonaparte, Napoleão, Como fazer a Guerra, (Lisboa:
Sílabo, 2003), pp. 12
[24] Foi, por estranho que pareça, a revolta dos povos, ainda a coberto dos
reis, que deitou Napoleão a perder (in Bonaparte, Napoleão, Como fazer a Guerra,
op. cit pp. 13)
[25] The First Total War, op. cit pp. 241
[26] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 445
[27] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 461
[28] Ver a sintomatologia em anexo
[29] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 33
[30] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 17
[32] [32] Rodriguez, Ricardo, Napoleão Imperador dos Franceses Duzentos Anos 1804-2004 (Juiz de
Fora: UFJF, 2004), pp. 25
[33] Napoleon A Biography, op. cit pp. 18
[34] I have always detected in
Napoleon an ambition that is not altogether selfish,…he is a dangerous man…he
seems inclined to be a tyrant (in The First Total War, op. cit pp.190)
[35] Em Al-Azhar mandou matar 3.000 egípcios desarmados. No Cairo, quando de uma
revolta, mandou cortar a cabeça a todos os prisioneiros capturados com armas e
atirar os corpos ao Nilo. Em Jaffa depois da rendição de 4.000 otomanos mandou
fuzilar todos os oficiais. Sempre que as populações resistiam respondia com
compulsiva violência. Pavia e Lugo mandou-as destruir totalmente depois de
autorizar o saque da tropa. Em Stanz, na Suíça, mandou queimar todas as casas
(600) nas quais morreram 1.200 homens, mulheres e crianças. No Haiti autorizou
a chacina de dezenas de milhares de escravos negros (in The First Total War,
op. cit pp. 213-214)
[36] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 22
[37] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 116
[38] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 128-129
[39] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 128-129
[40] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 130
[41] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 446
[42] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 128
[43] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 33
[44] The First Total War, op. cit pp.201
[45] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 130
[46] The First Total War, op. cit pp.189
[47] Napoleon A Biography, op. cit pp. 18
[48] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 128
[49] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 131
[50] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 128
[51] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 129
[52] Rodriguez, Ricardo, Napoleão Imperador dos Franceses, op. cit pp. 20
[53] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 130
[54] The First Total War, op. cit pp.190
[55] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 130
[56] Napoleon A Biography, op. cit pp. 231
[57] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 131
[58] Napoleon’s Wars, op. cit pp. 128-129
[59] O psicopata caracteriza-se por fortes traços narcisistas, desvio de
carácter, ausência de sentimentos e perversão com carência de superego e
sobretudo total ausência de empatia, isto é, o psicopata é incapaz de perceber
os sentimentos das pessoas à sua volta
[60] A Personalidade Psicopática ou Sociopatia segundo o CID 10 (Classificação
Internacional de Doenças da OMS) não é uma doença mental uma vez qu não
apresenta sintoma para tal.
[62] A mania é um triunfo do Ego sobre o objecto das
pulsões e de eros sobre tanatos. A mania constitui a utilização
do sentimento de omnipotência para controlar e dominar os objectos ou os outros
(in Migolla, Alain, Psicanálise, (Lisboa:
Cimepsi, 2002), pp. 488
[63] Confere com as características comportamentais –
ver Anexo
[64] Sinnreich, Richard, “Patterns of Grand Strategy”, in Murray,
Williamson, et all, The Shaping of Grand
Strategy, Policy, Diplomacy, and War, editado por Willianson Murray,
Richard Hart Sinnreich James Lacey (Cambridge: Cambridge University Press,
2011), pp. 254
[65] O aforismo completo será: “A invencibilidade depende de nós próprios, a
vulnerabilidade do inimigo depende. A invencibilidade reside na defesa, a possibilidade
de vitória no ataque”.
[66] Sun-Tzu, A Arte da Guerra, (Köln:
Evergreen, 1998), pp. 127-128
[67] Widiger, Thomas et all, DSM-IV Source Book (Arlington: American
Psychiatric Association, 1996)
[68] Ver sintomatologia em anexo.
[69] Widiger, Thomas et all, DSM-IV Source Book (Arlington: American
Psychiatric Association, 1996)